VACINAÇÃO COVID-19 – CRESS-PR cobra do governo estadual assistentes sociais nos grupos prioritários

O CRESS-PR enviou ofício ao governo do Estado do Paraná cobrando a inclusão das/os assistentes sociais do estado entre os grupos prioritários para receber a vacina, uma vez que atuam na linha de frente do combate à Covid-19. O Plano Estadual de Vacinação foi anunciado pelo governador Ratinho Jr, no último dia 15 de janeiro. O estado deve receber 5% do total de vacinas que o país tiver disponível. A estimativa, de acordo com o que foi anunciado, é de vacinar, até maio deste ano, mais de 4 milhões de pessoas pertencentes aos grupos prioritários. Entre os critérios de definição destes grupos, estabelecidos pelo Ministério da Saúde e seguidos pelo governo do Paraná, está a exposição a pacientes Covid-19, no caso os trabalhadores da Saúde.

“A/o assistente social está na linha de frente do atendimento direto à população de várias políticas e na de Saúde está em todos os serviços: unidades básicas, consultórios na rua, atendimento domiciliar, ambulatórios, Urgência e Emergência, UPAS, hospitais de pequeno, médio e grande portes”, afirma a conselheira-presidenta do CRESS-PR, Andrea Braga.

Ela destaca ainda que na política de Assistência Social estes/as profissionais estão no atendimento direto a/ao usuário/a nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), unidade de acolhimento, entre outros.

“Muitas das intervenções desta/e profissional são incompatíveis com a abordagem não presencial. Precisamos lembrar que, desde o início da pandemia, a política de Assistência Social foi reconhecida, juntamente com a política de Saúde, como essencial ao atendimento da população”, destaca Andrea Braga. 

“O CRESS-PR vai cobrar também dos municípios a inclusão das/dos assistentes sociais nos grupos prioritários de vacinação. Vivemos num cenário de medo e incerteza. A vacina representa uma segurança para trabalharmos.” Jackson Michel Conselheiro do CRESS-PR e trabalhador da linha de frente do enfrentamento à COVID-19.

Nós assistentes sociais fomos requisitados/as desde o início da pandemia para dar respostas à população, em várias políticas, especialmente a de Saúde e a de Assistência Social.

A pandemia desvelou uma verdadeira crise humanitária, exigindo ainda mais nossa atuação na política de Assistência Social.  A população brasileira já sofria com os impactos da crise econômica, foi atingida mais ainda com as contrarreformas trabalhista e previdenciária, aumentando o número de desempregados e usuários sem acesso a bens e insumos essenciais à vida; de trabalhadores/as informais, de famílias sem alimento para pôr na mesa. Cenário que aprofundou a desigualdade no país, levando a população a buscar ainda mais pela política de Assistência Social.

Na política de Saúde, atuamos em todos os níveis, desde nas ações de educação, atenção primária até com usuários em UTIS, dentro de hospitais de alta complexidade. Estamos em todos os setores da saúde, planejando, organizando e atendendo diretamente a população.

A vacina traz alento e alívio. No meio de tanta desinformação e omissão por parte do Governo Federal e do Ministério da Saúde, ter acesso a uma vacina que tem aprovação de uso pelos órgãos de pesquisa traz esperança.

O Brasil é um dos países onde mais morreram profissionais de saúde. Milhares de trabalhadoras/es contaminadas tentando salvar vidas. Vivemos num cenário de medo e incerteza. A vacina representa uma segurança, vamos trabalhar mais aliviados na esperança de dias melhores.

Nosso trabalho não acaba aqui, a pandemia traz impactos que demandarão ainda mais o trabalho de nós assistentes sociais. Temos que estar atentos, fortes e imunizados! Vacina para todas! Nenhuma vida a menos!

“A vacina é um alento para que possamos resistir e fortalecer a resistência na defesa da vida.” Marcelo Oliveira, assistente social que atua na linha de frente do Projeto Covid-19/Erasto Gaertner, no Hospital Regional do Centro-Oeste, Guarapuava, e conselheiro do CRESS-PR.

Eu já fui imunizado. Para nós trabalhadoras/es da área de Saúde, a vacina, neste momento, além de expressar uma estratégia coletiva e assegurar condições de trabalho na linha de frente, expressa a condição que temos em tempos que não há outra oferta medicinal para o tratamento preventivo ao Sars-Cov-2, causador da atual pandemia do novo coronavirus.

Nossa luta, no CRESS-PR, é para que todos/as assistentes sociais, que atuam nas diversas políticas estejam no grupo prioritário. A vacina é fundamental para todas/os trabalhadores, significa um alento para que possamos resistir e fortalecer a resistência na defesa da vida, garantindo assim o cuidado com os/as pacientes e usuários/as dos serviços e das políticas públicas. É, é preciso reconhecermos a importância do entendimento de que ela expressa o resultado da capacidade humana e do conhecimento no âmbito da ciência, num momento em que o investimento na pesquisa e na ciência, como um todo, não são prioridades na agenda do atual governo e seus apoiadores, que tem como projeto a necropolítica, além do emprego de métodos sem comprovação científica (como uso da Ivermectina e Cloroquina) no tratamento da Covid 19, destaca Marcelo Oliveira.

Assistente social Marcelo Oliveira sendo imunizado.
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