No fim de semana, quatro assistentes sociais são vítimas da COVID-19 em quatro estados

#PraCegoVer: Imagem com quatro fotos, uma de cada assistente social, à esquerda, formando um quadrado. Ao lado do quadrado de fotos, na parte de cima, está escrito “Nota de Pesar”, com um laço preto, que simboliza luto, no lado direito. Abaixo, a frase “Quatro assistentes sociais vítimas de COVID-19 em 22/05 e 23/05

É com pesar que o Conselho Regional de Serviço Social da 11ª Região (CRESS-PR), gestão “Unidade na Resistência, Ousadia na Luta”, informa que a categoria de Assistentes Sociais perdeu mais quatro companheiras de luta neste fim de semana (nos dias 22 e 23 de maio). Odália Lima Borges, 46 anos, do Pará; Márcia Helena de Souza (sem idade informada), de São Paulo; Miriam Peres de Moura, 48 anos, do Rio de Janeiro; e Joyce Rodrigues, 24 anos, da Paraíba, apresentaram complicações com a infecção pelo coronavírus e não resistiram.

O CRESS-PR reforça sua solidariedade aos familiares das vítimas e relembra que o Conselho abriu um canal, em âmbito estadual, para as/os Assistentes Sociais do Paraná denunciarem problemas relacionados ao novo coronavírus dentro do exercício profissional. Basta preencher a planilha disponível na página. O Conselho lembra também que emitiu em março de 2020 uma edição do Cress Orienta sobre o assunto, no qual as/os profissionais podem se informar sobre a atuação profissional em meio à pandemia.

Casos de falecimento

Na sexta-feira (22) foi confirmado o falecimento de Odália Lima Borges. Segundo o Sindicato de Assistentes Sociais do Estado do Pará, em sua página no Facebook, a profissional atuava no CRAS Outeiro, em Belém (PA), e foi conselheira do CRESS-PA na gestão 2014-2017. Não há informações se a Assistente Social contraiu o vírus durante o exercício profissional. O Pará é um dos estados mais atingidos pela pandemia no Brasil, com 2.216 mortes confirmadas pela Secretaria de Saúde daquele estado.

No sábado (23), Miriam Peres de Moura foi mais uma vítima da doença. Servidora lotada no Serviço Social do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente (NESA) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), segundo a Associação de Docentes da UERJ a profissional foi preceptora de residentes e supervisora de estágio das/os estudantes da instituição. Miriam trabalhava na UERJ desde 2003. Também não há informações se a Assistente Social contraiu o vírus no exercício profissional no Rio de Janeiro, segundo estado mais atingido pela doença, com 3.993 óbitos.

Em São Paulo (SP), Márcia Helena de Souza morreu no sábado. Segundo a página do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids – SP no Facebook, ela atuava na instituição no Ambulatório HIV e no acolhimento do Pronto Atendimento. A página da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS no Estado de São Paulo – RNP+SP informou que a profissional participou do VIII Encontro Nacional da RNP+ e contribuiu sobre a forma como tentava agilizar as demandas de pessoas que viviam com HIV/AIDS. Não há informações se a profissional contraiu a doença no trabalho, nem informações sobre o local em que ficou internada.

Também no sábado, a Assistente Social Joyce Rodrigues não resistiu aos efeitos da doença. Ela faleceu em um hospital público de Santa Rita (PB). Segundo a imprensa local, a profissional teria apresentado os primeiros sintomas no começo de maio e ficou internada na UTI por dez dias, com a ajuda de ventilação pulmonar. A profissional estava grávida e a criança também não resistiu. A Paraíba, nesta segunda-feira (25), já contabiliza 272 mortes pela doença.

Ações urgentes

O CRESS-PR se solidariza com familiares, colegas de profissão e amigas/os das Assistentes Sociais vítimas da doença. A cada dia, nossa categoria precisa enfrentar a doença, pois, além das preocupações em casa e no convívio comunitário, muitas/os profissionais permanecem em atividades para o atendimento no Serviço Social. É urgente que as autoridades e gestores municipais estaduais e o governo federal tomem providência eficazes contra a disseminação do vírus, para que casos como esses registrados no fim de semana sejam evitados.

A pandemia precisa ser tratada como questão de saúde pública e não pode ser politizada. É necessário reforçar as ações de isolamento social, defendidas pelas autoridades sanitárias e de saúde internacionais e reconhecidas como soluções mais eficazes neste momento em que o mundo ainda não tem vacina ou medicamento para o tratamento da doença. Além disso, a população mais vulnerável precisa ser acesso à renda básica emergencial, de forma a evitar aglomerações nos locais de atendimento.

As/os Assistentes Sociais precisam de segurança sanitária para exercerem seu ofício, seja com equipamentos de proteção individual ou produtos de higiene. Isso também vale para a população usuária dos serviços, que, em sua maioria, está nas comunidades mais vulneráveis, que já são as mais atingidas pelo coronavírus em muitas cidades do Brasil. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já considera a América do Sul, em especial do Brasil, o novo epicentro da pandemia no mundo.

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