Assistentes sociais contam sobre a emoção e a esperança nas doses da vacina contra a Covid-19

Assistentes sociais do Paraná começaram a ser vacinadas/os. O momento traz grande emoção para estes/as profissionais, cientes de que ainda há muita luta pela frente para que toda a categoria e todes trabalhadores/as sejam imunizados/as.

O CRESS-PR está intervindo junto ao governo estadual e aos governos municipais pela inclusão da categoria nos grupos prioritários, e também está junto com a campanha do CFESS pela vacinação já para todes. “A vacinação já para todas/todos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é o caminho para o controle da Pandemia em um país com grande desigualdade social como o Brasil. O discurso “anti-vacina”, que traz o negacionismo da ciência e as ações no sentido da individualização do acesso e mercantilização da vacina, se efetivadas, poderão ampliar ainda mais desigualdades de acesso à saúde, além de nos afastar da perspectiva de igualdade e justiça social que defendemos.” LEIA AQUI a matéria completa no site do CFESS.

EM DEFESA DA CIÊNCIA, DO SUS E DA VACINAÇÃO PARA TODES

Em seus depoimentos, assistentes sociais entrevistadas pelo CRESS-PR, fazem a defesa da Ciência, do SUS; falam dos dias desesperadores que a pandemia trouxe e que ainda deve trazer até que todos/as sejam imunizados/as; falam do agravamento da luta contra o vírus causado pelos posicionamentos do governo federal; falam da dor provocada pela perda de colegas e da esperança que a chegada da vacina traz.

Ana Rúbia Rodrigues de Oliveira, assistente social no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – referência no atendimento de Covid-19.

Receber a vacina e pensar em tudo que isso significa gerou um sentimento difícil de explicar em palavras. A chegada da vacina e todo o processo que ocorreu para que pudéssemos obtê-la nos mostrou a importância da Ciência, do SUS e os prejuízos que trazem à sociedade a falta de boas relações exteriores e de responsabilidade com informações e dados de saúde verdadeiros.

No momento da vacina, em segundos, passou um filme na minha cabeça, com as inúmeras mudanças às quais nos adaptamos em 2020 e os diversos momentos tristes ao ver a dor dos familiares atendidos. Veio um nó na garganta, a emoção e a gratidão pela vitória da Ciência trazendo a esperança de dias melhores.

Eliseana Padilha, assistente social do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba

Participei do Ensaio Clínico Fase III duplo-cego, randomizado, controlado com placebo para Avaliação de Eficácia e Segurança em Profissionais da Saúde da Vacina COVID-19 (inativada) produzida pela Sinovac. O estudo foi realizado pelo Hospital de Clínicas em parceria com o Instituto Butantan. Dia 22 de janeiro, foi feita a quebra do cegamento do estudo, quando soubemos em qual grupo estávamos, soube que estava no grupo do placebo.

Agora, recebi a vacina, o que me encheu de esperança de que depois de todo esforço da comunidade científica, a gente comece o caminho para a volta à normalidade.  Vivemos, durante estes meses, momentos de muito estresse e tensão, especialmente pelo medo de levar o vírus para nossas casas.

Que venha a vacina para todos/as as/os brasileiros/as e viva a Ciência!

Maria Nazaré de Mattos Murilho, assistente social que atua em unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF), em Cascavel.

Chorei muito com minha vacinadora, a técnica de enfermagem e colega de trabalho, Marlene Afonso Nogueira, ao receber a vacina. Esta emoção se deve à luta que travamos nestes dez meses desde o início da pandemia. Convivemos diariamente com o medo da contaminação, a dor de vermos colegas sendo vencidos pela doença e outros tendo que aprender a viver com as sequelas deixadas pelo vírus.

A pandemia no traz dias desesperadores, agravados por um governo que minimiza a doença, coloca em xeque a Ciência, ridicularizando os pesquisadores, incentiva a população a invadir hospitais, questiona os profissionais de Saúde. Como resultado, temos que convencer usuários/as sobre a gravidade da situação e a necessidade do isolamento. E agora com a vacina, ocorre a mesma desconfiança da população provocada por este governo.  Nos vemos no papel de ter que convencer as/os usuários/as que a vacina é segura e que todos/as têm que tomá-la.

Nossa luta agora é para que todes recebam a vacina, pois muitos/as colegas de outros municípios, que trabalham na Saúde, não receberam a vacina. Nossa luta enquanto categoria profissional é para que todos tenham acesso à vacina o mais rápido possível.

Camila Thaís Skodowski, assistente social no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – referência no atendimento de Covid-19.

É uma alegria imensa receber a vacina e muito significativo para nós, profissionais da Saúde, que atuamos dentro da ala de atendimento de Covid-19 do nosso hospital. Estes dez meses foram muito intensos, presenciamos muito sofrimento, dor e luto, mas acompanhamos também algumas vitórias. O sentimento agora é de o coração estar transbordando de esperança por dias melhores

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