1º de maio: Dia de luta da classe trabalhadora, um compromisso ético-política da/do assistente social

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Em 1º de maio de 1886, milhares de trabalhadoras/es foram às ruas em Chicago, nos Estados Unidos, para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. A repressão ao movimento foi dura, resultando em prisões, agressões e mortes de trabalhadoras/es.

O 1º de Maio, criado em homenagem a esta história de organização política da classe trabalhadora, nasce como dia de luta e permanece como representação de defesa dos direitos da classe trabalhadora.

No Brasil, as atividades do 1º de maio também estão relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho. A primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895.

A data foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores, em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional. Desde então, comícios, passeatas, atos públicos, e apresentações culturais ocorrem por todo o país.

Nos dias atuais, o Brasil vive um período de imenso retrocesso no que diz respeito aos direitos trabalhistas. A aprovação da Reforma Trabalhista em 2017 foi mais um dos fortes ataques que compõem o golpe que estamos vivendo. A reforma foi realizada sem consulta dos/as trabalhadores/as, não reduziu desempregos, repassou riscos do negócio ao/à trabalhador/a, sem benefícios a ele/a, colocou o/a empregado/a à disposição a qualquer hora por meio do contrato intermitente. A reforma trabalhista incentiva a terceirização, precarizando serviços e aumentando a exploração do trabalho, contribuindo para a precarização das condições de vida.

Nossa categoria profissional que conquistou a redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais através da Lei 12.317, de 26 de agosto de 2010, num período de avanços democráticos, também é atingida pela realidade de profundos ataques à classe trabalhadora, uma vez que vive duplamente a realidade: pertencer a classe trabalhadora que sofre injunções dos contratos temporários, dos baixos salários, da precarização e do assédio moral; ter a requisição social, realizar a mediação entre as necessidades da classe trabalhadora e o acesso aos direitos dos/as usuários neste contexto de total regressão das conquistas históricas.

Nosso papel, enquanto assistentes sociais se volta para a garantia de direitos, e enquanto classe trabalhadora é seguir articulando estratégias de luta e resistência por melhores condições de trabalho, somando forças com as organizações de trabalhadoras/es, lutando contra a exploração, em direção à emancipação humana, conforme o projeto ético-político profissional.

A formação em Serviço Social possibilita compreender que as/os assistentes sociais possuem autonomia relativa, dadas as relações de força e poder, nos diversos espaços sócio-ocupacionais, o que requer compromisso cotidiano com as demandas da classe trabalhadoras, dos usuários dos serviços sociais; construção e mediações técnico-políticas que favoreçam a ampliação e materialização dos direitos.

O Código de Ética estabelece princípios, coletivamente construídos e engendrados nas lutas democráticas, que direcionam um exercício profissional comprometido com a socialização da participação, da renda e da riqueza socialmente produzida; a defesa da justiça social, dos direitos humanos, na direção de uma sociedade livre de toda forma de opressão e desigualdade, uma sociedade, portanto, humanamente emancipada.

A construção de alianças com movimentos e organizações da sociedade civil, com entidades profissionais alinhadas aos compromissos éticos da profissão, faz parte do conjunto de ações profissionais e coletivas. Por isso, as ações que fortalecem as demandas políticas da classe trabalhadora é tarefa histórica e cotidiana das/os assistentes sociais.

O CRESSPR possui a atribuição de defender e valorizar o exercício profissional da/o assistente social, compreendendo a luta dos direitos como agenda fundamental para a ampliação das conquistas sociais e políticas da classe trabalhadora.

1º de maio: dia de reforçar a identidade de classe da categoria, o compromisso com as lutas sociais em defesa da democracia e dos direitos, tendo a emancipação humana como horizonte da intervenção cotidiana!

 

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Texto: Elza Campos e Jucimeri Silveira

 

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